Esse trabalho surge da observação de amontoados de fertilizantes minerais. A partir de um olhar fantasioso, a matéria sai de sua condição utilitária e passa a ocupar um campo sensível, abstrato e simbólico. As imagens exploram texturas, volumes, ritmos e superfícies que lembram paisagens imaginárias. Dunas, falésias, vales e formações rochosas se manifestam dessas composições, criando uma aproximação entre o elemento industrial e as formas naturais da Terra. “Tessitura Mineral” tem como ideia uma experiência visual baseada na contemplação da matéria e de suas nuances. As fotografias revelam estruturas que sugerem profundidade, silêncio e movimento, ampliando o imaginário de quem a observa, mostrando a beleza onde, à primeira vista, existiria apenas função. É, de certa forma, um retorno às origens.